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'Casa Bueno, a maior' e 'Jacinto Mata Tudo'

Publicado sábado, 30 de abril de 2022

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CASA BUENO, A MAIOR E O JACINTO MATA!”
(garimpando coisas do passado)

Quem se lembra?
Ontem a noite fui saborear uma pizza na “Pizzaria do Branco”, no Bairro São Deocleciano, aqui em Rio Preto. O Branco é um homem que gosta de coisas antigas que marcaram presença no passado. Um restaurador, que fez de sua pizzaria, um mini museu. Sempre que passo por lá vejo uma novidade, ora um rádio velho, outra, uma enceradeira arno, uma máquina olivetti e assim por diante. Ontem, não foi diferente, vi muita coisa “nova”, como essa flâmula da “Casa Bueno” pendurada em um canto.
À nova geração, a “Casa Bueno”, foi uma das principais lojas que vendia de tudo, desde chapéus, cobertores, sapatos, ferragens, até a mais fina louça com filetes de ouro. Seu dono era o respeitado comerciante Paulino Bueno de Aguiar.
A “Bueno” ficava no cruzamento das Ruas Bernardino com Silva Jardim, onde hoje é a “Giga”.
Em setembro festejava o aniversário da “Casa Bueno”. A “queima” de estoques era muito concorrida. No último dia do mês de agosto, era comum pessoas pernoitarem em frente às portas do estabelecimento, para, na manhã de primeiro de setembro, comprarem seus produtos com 50, 60 e até 70% de desconto.
O “Jacinto mata tudo”, era um locutor de rádio e pioneiro em ter um carro de som de publicidade na cidade. Muito requisitado pelos lojistas, no caso da “Bueno”, anunciava através suas cornetas agudas falantes a frase de sempre: “Em agosto quebrem louças a vontade, porque está chegando setembro, mês de aniversário da “Casa Bueno, A Maior”. Ao fundo da frase, a musiquinha que todos rio-pretenses com mais de cinquenta anos tem na memória que é; “no mês de setembro, temos nós preços menores, pois é o aniversário da Bueno a maior”. Um detalhe: Na época o gravador era coisa rara e a música era tocada em um toca disco instalado no banco de passageiro do carro do Jacinto. O disco era de lata, da “Supersom” gravado pela “Gravadora Toledo”, na sobreloja da Galeria Bassitt. Muitas vezes o disco enroscava e o Jacinto tinha de parar o carro e começar tudo de novo, já que usava um microfone direto em uma das mãos e a outra ao volante.
Completando, o Jacinto passou a ser chamado “Jacinto mata tudo”, por ser pioneiro também na dedetização e desratização em Rio Preto. Sua frase era: “barata e rato Jacinto mata, formiga e cupim, Jacinto dá o fim!”.
Velhos tempos, boas lembranças !!!
Foto de celular de Toninho Cury
Flâmula do acervo particular da “Pizzaria do Branco”
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