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O milagre dos Castores está no povo

Publicado quinta-feira, 14 de agosto de 2014

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Me perdoe a sinceridade deste texto pois, além de devoto desde criança do “Bom Jesus dos Castores”, de uns 40 anos para cá, venho pesquisando e entrevistando romeiros, antigos moradores daquela região, padres e historiadores, a respeito do “Santuário”.

1º O que tenho notado nesses últimos anos, é a falta de respeito no dia 06 de Agosto. Dia do “Bom Jesus”. É muito comércio, bebedeira e pessoas que vão ao local com propostas diferentes da fé.

2º A descaracterização do que deveria ser um “Santuário”, é total. Para quem não sabe, desde 06 de Agosto de 2002, através de “Decreto” do então Bispo Diocesano de Rio Preto, Dom Orani João Tempesta, a pequena igrejinha passou a “Santuário”.

3º Sendo “Santuário”, é inadmissível (em meu ponto de vista) , o romeiro ter como entrada principal, barracas comerciais, com vendas desde bebidas alcoolicas, churrasquinhos, até produtos piratas. Nada contra. Mas, coloquem o comércio em um outro local. Deixem a passagem livre aos que buscam uma paz interior.

4º Parte da cruz de aroeira datada de 1909, no ano passado, foi trocada por uma nova. Pois bem, ao invés de colocarem, o que acho eu, uma relíquia dentro do “Santuário”, jogaram-a em um pasto nos fundos da igreja. Mesmo em 2013, após comunicar o fato à uma pessoa influente, nada foi feito.

5º Muraram em forma de uma pequena edícula o local das velas. No dia do santo, para acender uma vela, é preciso entrar em uma fila ou pedir licença.

6º Na procissão de encerramento, das 17 horas, do dia 6, havia um senhor tipo “leão de chácara”, na entrada do caminhão “trio elétrico”, cerceando o trabalho da imprensa para fotografar. Um absurdo !

7º Infelizmente, neste 2014, “deslizes” foram notados até na imprensa. Publicaram que a imagem de 43 centímetros do “Bom Jesus” havia sido encontrada às margens do córrego dos Castores. Nunca ouvi isso antes. O que me disse nos anos 70, o Sr. Domingos, já falecido, antigo morador do povoado do “Jardim”, distrito de Palestina, com aval de um libanês, com o nome de Elias, antigo morador de Nova Granada, também falecido, é que a cabeça da imagem foi encontrada onde está o cruzeiro e corpo, onde está a igreja, quando um lavrador capinava o cerrado. Esta versão, até hoje é ouvida de antigos frequentadores.
Já, segundo o livro “Centenário do Bom Jesus dos Castores”, de 2002, impresso nas gráficas do “Serviço Social São Judas Tadeu”, da jornalista, historiadora e professora Nilce Lodi, relata que, “Para alguns, parece que a imagem foi feita pelo “seu” Vidal, um lavrador que morava na região”.

8º Outro fato relevante que está sendo esquecido, é o por que a data de 1909 no batente da entrada da antiga capela, hoje preservado no “Santuário” ?

É que naquele ano, teve uma terrível sêca. Aflitos, os lavradores realizaram uma novena a pedido de chuva. Ao término da reza, a chuva veio em abundância e suas lavouras foram salvas.

De lá para cá, o local ficou sendo frequentado por pessoas em busca de milagres.

9º As inscrições no antigo batente, “1909” e “3VBJ”, significam, o ano em que se realizou um milagre (a chuva) e três vivas ao Bom Jesus.

10º A imagem original em madeira de 43 centímetros do Bom Jesus, é uma imagem do “Bom Jesus da Cana Verde”. Imagem padrão do Bom Jesus trazida pelos bandeirantes. O nome “Castores”, é devido o local onde foi encontrada.

Apesar de tudo, as festividades foram mais uma prova de fé e amor ao Bom Jesus.

A romaria deste ano foi uma das maiores e as missas celebradas tanto pelo Bispo Diocesano Dom Tomé e demais padres, muito bonitas e com muitos fiéis.

O que tem de ser feito (em meu ponto de vista) é que os organizadores visitem outros pequenos santuários a fim de terem base, de que forma é realizada uma festa religiosa.

Assim, chega-se a conclusão, que o maior milagre do “Bom Jesus dos Castores”, está na fé de seu povo. A cada ano que passa é maior o número de fiéis.

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